Jogos de Negócios na Graduação

  • Posted by Ricardo Spinelli
  • On janeiro 22, 2018
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Os jogos de negócios podem ter forte impacto em diversos cursos. Pessoalmente, já administrei muitos jogos em MBAs, pós-graduações, “in-company” e graduação. Em todos os casos vi enorme ganho para o momento de aprendizado encontrado em cada uma destas situações.

Nas décadas de 60 e 70, no início da utilização de jogos, especialmente devido à necessidade de se utilizar computação para a simulação e a restrição de capacidade de máquina e até mesmo a dificuldade de acesso a computadores fez com que simulação se iniciasse em nichos de muita excelência. Assim, o início se deu em escolas de negócios e MBAs de excelência, com reputação, hoje, internacional e fácil acesso a recursos.

Com o tempo, a diminuição dos custos e disponibilidade de recursos relacionados aos Jogos de Negócios vem permitindo gradualmente que o acesso seja muito amplo. Sendo assim, a pergunta que fica é: “devemos usar os jogos na graduação? ”. Não apenas como percepção, mas como experiência em ministrar aulas para a graduação, minha resposta sobre o ganho para estes alunos é extremamente positiva.

Para cursos de graduação ligados a administração, engenharia de produção e empreendedorismo, por exemplo, jogos de empresas serão certamente de forte impacto. Reforço aqui o que já foi citado em outros textos, o “learn by doing”, e recorrendo ao princípio da aula teórica de tênis, onde se aprende o conceito de golpes como o “back-hand”, “Slace”, “Smash” e Saque. Na teoria não é tão difícil de entendê-los individualmente e conceitualmente.  No entanto, ao chegar às aulas práticas e, posteriormente, às competições, é necessário que haja treinos para a evolução e compreensão de diferentes cenários e estratégias, buscando a transformação do conhecimento teórico em competência e atingimento de resultados.

Temos que deixar os alunos de graduação praticarem e iniciarem desde cedo a obter os benefícios de transformar conhecimento em competência. Mesmo que os golpes não sejam perfeitos no início, a prática é um dos fortes pilares para a evolução.

Outra pergunta interessante que me fazem é se a complexidade de um jogo de negócios não seria uma barreira para um aluno de graduação. Uma das respostas possíveis e positivas para essa pergunta é o fato de que podemos exercer níveis de dificuldade em Jogos de Negócios. Prefiro outra resposta, que novamente se relaciona ao esporte: não se chega ao topo sem passar por treinos ou vários torneios prévios em qualquer prática. Assim, um aluno de graduação talvez não domine todas as técnicas com maestria. Provavelmente profissionais gabaritados também não, mas uma excelente forma de desenvolver essas habilidades é o exercício.

Neste caso, o desafio não é achar um jogo mais fácil, mas um oponente a sua altura com o mesmo nível de conhecimento e competências (nem forte demais, nem fraco demais). Assim, haverá aprendizado e evolução para todos os envolvidos. Cobrar práticas e “golpes” corretos para aquele nível de participante é uma forma de se dar um jogo adequado para este nível de formação. Creio que no quesito de desenvolvimento dos profissionais aqui em questão, a prática da simulação em Jogos de Negócios tem muito a contribuir no momento correto de cada nível de formação.

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Diretor Comercial
 

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